domingo, 19 de dezembro de 2010

Era um garoto

Ele não amava os Beatles e menos ainda os Rolling Stones, mas viu em Cazuza e em Renato Russo um dom que nenhum outro possuía: O dom que ambos tinham de tocar em suas emoções mais profundas.

Não era belo, não tinha mil garotas afins e cantava uma mistura de “Tempo Perdido” com “O Tempo não Pára” – Tempo era, realmente, uma coisa que ele gostava. Formou seu exército de um homem só a partir das teorias de Karl Marx e da poesia de Clarice Lispector. Nada o deixava mais feliz do que assistir suas competições esportivas favoritas. Torcer e ver sua nação preferida vencer era muito bom.

Mas, apesar de tudo, ele não estava completamente feliz – Aliás, ninguém é cem por cento feliz, as pessoas fingem ser. O que será que faltava para sua felicidade ser completa? Bem, isso é difícil de dizer. Os sonhos vêm, os sonhos vão e o resto é imperfeito. É, realmente, as coisas mudam; Nosso pensamento, nosso modo de agir e nossos sonhos. A única que não se deve mudar é o amor que sentimos pelas pessoas que gostam da gente.

O amor é uma coisa que não muda. A intensidade pode mudar – Crescer ou decrescer, mas o sentimento, bem, esse nunca vai mudar. Daqui até a eternidade ele será o mesmo!

Como já observou Renato Russo: “É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã!”.

1 Comentário:

Gabriel Lima disse...

É muito não ter o que fazer, né? Eu não sabia o que escrever e postei isso! HAHA

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